A
palavra Filosofia é de origem grega: Filo, que significa amor, amizade, e
Sofia, significa sabedoria ou conhecimento. A origem da palavra Filosofia se
atribui ao filosofo Pitágoras que quando solicitado por um rei a demonstrar seu
saber, disse-lhe que não era sábio, mas Filósofo, ou seja, amigo da sabedoria.
Platão
definiu a palavra Filosofia de maneira límpida, onde o amor (Filos) é carência,
é desejo e a vontade de buscar algo que não se possui e o filósofo é aquele que
busca a sabedoria e o conhecimento constantemente.
Como
no significado da própria palavra, a Filosofia é amor, amizade, sabedoria, conhecimento,
é uma janela que quando aberta nos remete a uma nova forma de ver o mundo alicerçado
nas experiências acumuladas, nas relações vividas e na maturidade adquirida com
os erros e acertos, e principalmente na busca incessante do conhecimento
consciente ou inconsciente de que cada indivíduo se acerca.
Segundo o filósofo Merleau-Ponty "a esfera humana é uma
espécie de “Intermundo”, o qual pode ser explicado no contexto histórico como a
simbologia ou a verdade a ser construída, algo que acena a possibilidade de uma
significação das coisas, apesar de todos os paradoxos existenciais, nesse campo
o homem depositaria todas as suas expectativas."
No mundo as mudanças são contínuas,
intransigentes, e em sua maioria incontroláveis. Mudamos o tempo todo, mudamos
o corpo, o ambiente, as atitudes, as relações, os sentimentos, as opiniões, mas
reaprender a ver o mundo não depende necessariamente de mudanças, mas a
mudança em reaprender a ver o mundo exige que estejamos preparados para tal.
Contudo o que é realmente reaprender a ver o mundo? Reaprender a ver o mundo é retirar as
barreiras que julgamos como as únicas faces da “verdade, é desvelar os conhecimentos
que nos vêm prontos sem questionamentos, é rever nossos ideais para além do
nosso entendimento e não aceitar que existe a verdade absoluta, mas em
constituição e assim devemos reaprender com as várias possibilidades. Se
filosofar não mudar a nossa forma de elucidar, então não estamos filosofando,
mas insistindo em verdades fechadas que acreditamos, e assim não reaprendemos.
E é
nesse pensamento que devemos fazer com que a Filosofia seja algo natural,
constante, uma forma de reaprender tudo que já foi aprendido ou não, ver o
mundo de uma forma subjetiva, relativista, crítica, com valores, sem julgamentos,
nos permitir olhar o que aparentemente se encontra no vazio e enxergar a possibilidade
do profundo.